20110530

opinião > PAULO RAMALHO

MAIS QUE UM EMPRÉSTIMO, UM PROGRAMA DE GOVERNO…
Há muito que todos sabíamos que a crise económica e financeira que o nosso país atravessava assentava muito mais em razões internas de ordem estrutural, do que em argumentos derivados da crise internacional. De tal forma que quando a crise internacional aliviasse, Portugal continuaria em crise.
A nossa economia evidenciava problemas sérios de competitividade, com índices de produtividade claramente reduzidos e taxas de crescimento muito abaixo da média da União Europeia. E as contas públicas em constante desequilíbrio, com a despesa pública a subir, ano após ano. A que tudo se juntava um assustador e constante endividamento externo, que nos últimos seis anos praticamente duplicou, atingindo nesta altura a dívida externa do Estado um valor próximo dos 170.000 milhões de Euros!
E todos sabíamos que esta situação era insustentável e que, a continuar, levaria Portugal ao abismo. Eram urgentes, acima de tudo, medidas de redução da despesa pública e contenção do endividamento externo. Sendo que os próprios mercados financeiros internacionais, desconfiando da capacidade do nosso país em cumprir com os seus compromissos, começaram a exigir juros cada vez mais elevados pela aquisição de divida pública portuguesa. O que levou inclusive o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, num momento de alguma lucidez, a admitir que no dia em que tais juros atingissem o valor de 7%, não restaria alternativa a Portugal que não fosse o recurso a ajuda externa, seguindo o exemplo da Grécia e da Irlanda…
Sucede é que os ditos juros chegaram mesmo aos 7% e, posteriormente, aos 8% e 9%, e o Governo nada fez. Preferindo antes, lamentar-se dos especuladores que dirigiam os mercados financeiros e esperar pela sorte do destino. Postura que quase nos levou ao colapso financeiro e à incapacidade do Estado em honrar os seus compromissos. Como diz o povo, estivemos perto da “bancarrota”.
Com efeito, estávamos já a pagar juros na ordem dos 10% e com os cofres quase vazios, quando o Governo se decidiu pelo pedido de ajuda financeira. No “último minuto”, como referia recentemente um colunista do Finantial Times, Wolfgang Munchau, numa severa crítica a José Sócrates, a quem acusava inclusive de ter mentido ao país…
E lá chegou, volvidos vinte e oito anos, novamente o Fundo Monetário Internacional. Desta vez, acompanhado por responsáveis do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia. E, num ápice, todas as medidas de consolidação das contas públicas há muito prometidas e nunca cumpridas, e outras reformas estruturais, há anos reclamadas e sucessivamente adiadas, essenciais para tornar a nossa economia mais competitiva, passaram, finalmente, a ser possíveis e a ver a luz da realidade.
É que a famosa troika, assim conhecida, como condição de nos emprestar os necessários 78 mil milhões de Euros, impuseram que assumíssemos o compromisso de implementar um conjunto de medidas (de forma calendarizada) que tocam as mais diversas realidades do Estado: desde a reestruturação da administração pública à redução do número de autarquias, reavaliação do sector empresarial público e das parcerias público-privadas, reforma da justiça, do sector da saúde e das leis laborais, melhoria dos mecanismos de concorrência, reforço dos capitais da banca, para além de várias medidas de ordem fiscal. Um verdadeiro programa de governo.
Nas palavras de Dominique Strauss-Kahn, então presidente do FMI, “a prioridade é atacar os problemas estruturais, antigos e profundos, que fizeram com que Portugal tivesse a taxa de crescimento mais baixa da zona euro na última década, atirando o desemprego para o nível mais elevado em dez anos, é essencial melhorar a produtividade e a concorrência”.
Sendo que de entre as medidas propostas pela troika e aceites pelo Governo de José Sócrates, algumas revelam-se fortemente penalizadoras para as famílias portuguesas, designadamente as que prevêem um agravamento dos impostos e a limitação dos benefícios e deduções fiscais.
Daí que nesta altura, seja legitimo que os portugueses se interroguem:
-Se o Governo tivesse promovido as aludidas reformas estruturais em devido tempo, teríamos tido necessidade de ajuda financeira externa?
-E se o Governo tivesse pedido o resgate mais cedo, designadamente quando os juros pela aquisição de divida pública portuguesa atingiram os 7%, as medidas de austeridade que agora nos vão ser impostas seriam menos gravosas?
Certeza absoluta, dirão alguns, ninguém a pode ter. Mas fazendo uma reflexão assente em critérios de mera racionalidade, a verdade é que a resposta tende a ser NÃO, relativamente à primeira questão e SIM, no que concerne à segunda.
Todavia, relativamente às ditas reformas estruturais, há algo que os portugueses sabem e que dificilmente compreenderão: é que durante seis anos o Governo não as promoveu, e no espaço de pouco mais de um mês, o mesmo Governo aceitou implementá-las, de forma calendarizada e num prazo máximo de três anos!
Pelo que o executivo que sair das próximas eleições, seja ele qual for, já tem um programa de governo e com garantia de ser viabilizado no Parlamento…

Paulo Ramalho, Conselheiro Nacional do PSD

20110523

campanha > LEGISLATIVAS 2011









24 DE MAIO
No âmbito da Campanha Eleitoral do PSD - MUDAR PORTUGAL - para as eleições Legislativas de 5 de Junho irão realizar-se acções de campanha em Pedrouços e Águas Santas:
Pontos de Encontro:
8h30 > Junto ao Modelo de Pedrouços
8h45 > Contactos com a população na Feira de Pedrouços
18h00 > Contactos com a população na urbanização MAFAVIS (freguesia de Águas Santas, em frente ao Modelo)
Faça parte da mudança, venha connosco
ESTÁ NA HORA DE MUDAR PORTUGAL!!!

20110513

convite > TOMADA DE POSSE DOS ÓRGÃOS CONCELHIOS DO PSD MAIA

20 de Maio de 2011, 18h30, Quinta do Geraldino
morada > Rua de Sá, 578, Gemunde


20110508

psd > 37º ANIVERSÁRIO


Comissão Política do Núcleo de Águas Santas/Pedrouços marca presença no jantar do 37º Aniversário do PSD realizado no Europarque, em Santa Maria da Feira

MAPA DE CAMPANHA LEGISLATIVAS 2011 > MUDAR PORTUGAL > PSD

20110429

convite > APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS A DEPUTADOS PELO DISTRITO DO PORTO

Caro(a) Companheiro(a),
O PSD inicia a sua campanha para as Eleições Legislativas de 5 de Junho no Distrito do Porto, no próximo dia 2 de maio, segunda-feira, 21h00, com a apresentação da Lista de Candidatos a Deputados pelo nosso Distrito do Porto, nas Caves Ferreira, em Vila Nova de Gaia.
Este será o momento chave de arranque da campanha eleitoral, em que vamos promover um contacto directo com os cidadãos deste distrito, privilegiando uma mensagem política pessoal e de proximidade com os cidadãos.
Neste sentido, precisamos da ajuda de todos os militantes e simpatizantes deste distrito, precisamos da sua ajuda e empenho para alcançarmos a Vitória, que iniciará o ciclo de MUDANÇA que os PORTUGUESES e PORTUGAL tão necessitam.
Por este motivo, vimos convidar o(a) Companheiro(a) a fazer parte desta MUDANÇA, participando nesta campanha e nesta apresentação dos nossos candidatos.
Certos de que nos honrará com a sua presença e de outros companheiros que o(a) Companheiro(a) trará, subscrevemo-nos, com as melhores saudações social democratas.
O Presidente da CPD PSD Porto
Marco António Costa
O Cabeça de Lista pelo Distrito
José Pedro Aguiar Branco
Caves Ferreira > Av. Ramos Pinto > Cais de Gaia

20110425

discurso > MENSAGEM DO PSD NA COMEMORAÇÃO DO 37º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ÁGUAS SANTAS

Minhas Senhoras e meus Senhores,
A primeira reacção ao convite que me dirigiram foi dizer: «em último caso, eu faço o discurso»…, não porque desconheça a temática, não por recear críticas ou por ter medo de falhar, neste ou naquele aspecto…
Nada disso… o problema que eu já adivinhava seria o de sintetizar num breve discurso os pontos chave da minha reflexão sobre o percurso feito por Portugal nas últimas décadas. A «grande dificuldade de abrir caminho, na gigantesca selva de informação» disponível sobre o 25 de Abril de 1974 em Portugal.
Decorreram 37 anos… é um acontecimento ainda muito recente…para as pessoas que hoje se encontram na faixa etária dos 50 ou 60 anos…
Tão recente que os próprios historiadores têm dificuldade em saber quando começa o passado em termos históricos.
Tão recente que «um terço da população portuguesa nasceu depois da Revolução dos Cravos», incluindo eu própria…
A mim parece-me um acontecimento longínquo…
Ao fim de alguma reflexão afirmei convictamente «eu faço o discurso»…
Seguiram-se dias de pesquisa, de estudo, mas acima de tudo muita reflexão… um verdadeiro desafio… mas aqui está o discurso que representa o Partido Social Democrata nas comemorações do 37.º aniversário do 25 de Abril.
Olhando para o mapa Mundo, Portugal apresenta-se como se de uma face da Europa se tratasse… «o nariz situa-se sobre Lisboa, a testa junto ao Porto e o queixo a ocidente de Faro»… Vamos recordar um dos poemas da Mensagem de Fernando Pessoa– O dos Castelos.

O DOS CASTELOS
A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente Jaz, fitando,
E toldando-lhe românticos cabelos
Olhos gregos lembrando.
O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal.

Fernando Pessoa, Mensagem

Não devemos descrever a história contemporânea de Portugal, sem a inserir no seu contexto político, económico e social…mas também não podemos descrever a história de Portugal sem a integrar na Europa, foi isso que tentamos fazer na reflexão que aqui trazemos.
Se reflectirmos bem em todo o percurso feito por Portugal nos últimos 50 anos, conseguimos perceber que não foi o processo revolucionário o responsável pela actual situação da economia portuguesa… apesar das modificações e das transformações institucionais que dele resultaram… O grande problema esteve e continua a estar na governação…
À disciplina e rigor orçamental que caracterizou o Estado Novo, seguiu-se a indisciplina e o desequilíbrio do pós 25 de Abril. Enquanto o Estado Novo permitiu uma convergência (europeia) económica notável em detrimento dos planos político e institucional, o Estado-Providência permitiu uma convergência política e institucional com prejuízos gravíssimos no plano económico.
A indisciplina e o desequilíbrio orçamental se… em 1974 poderia ser classificado de conjuntural, hoje é sem sombra de dúvida um problema estrutural, intrínseco… todos os governos desde 1974 seguiram políticas conducentes à expansão da despesa pública… Sendo assim, as culpas são partilhadas por todos os partidos políticos do pós 25 de Abril.
Se reflectirmos bem em tudo isto, conseguimos perceber que não foram as mudanças políticas dos anos 70 as responsáveis pelas mudanças sociais… a verdade é que a revolução política acelerou, consolidou e deu visibilidade às mudanças sociais.
Se hoje compararmos as aspirações e as expectativas da sociedade portuguesa com as restantes sociedades dos países europeus, verificamos que são as mesmas… todavia este crescimento das expectativas não correspondeu a um aumento proporcional de riqueza, e de potencialidades económicas nacionais capazes de as satisfazer.
As mudanças sociais e políticas, foram bem mais rápidas e mais profundas do que a transformação económica, empresarial e produtiva. A «modernização» da sociedade portuguesa foi profunda (em pouco mais de 3 décadas… é hoje uma sociedade aberta e globalizada).
O Estado-providência também cresceu muito, garantiu a universalidade, mas não a qualidade… é hoje deficiente e pobre no que toca à qualidade dos serviços e às suas prestações… é um Estado-providência sem solidez, nem capitalização. Consequentemente, vivemos hoje, numa sociedade culturalmente mais igualitária, mas na qual se mantêm fortes desigualdades sociais na repartição do rendimento.
Portugal, fez em trinta e poucos anos, o que outros países europeus fizeram em 50 ou 60. …Portugal recuperou em termos sociais, culturais e demográficos, mas ficou muito aquém em termos económicos.
Apesar de todos os obstáculos Portugal conseguiu nestes 37 anos, instituir a DEMOCRACIA e o seu ESTADO-PROVIDÊNCIA… Conseguiu… sem dúvida…, mas o preço que pagou e continuará a pagar em dificuldade e sucesso levanta algumas dúvidas sobre a eficiência com que todo o percurso foi feito. As políticas sociais não são independentes das políticas económicas e financeiras, muito menos das potencialidades da economia. É este o paradoxo que vamos ter que enfrentar nos próximos anos.
A solução para este problema não é fácil…
Neste momento estamos num barco à deriva! O pessimista «queixa-se do vento»; o optimista «espera que o vento mude» e o realista «ajusta as velas»…
Nós temos esperança!!! Vamos ter que ajustar as velas!!!
Temos de nos colocar mais do lado da construção de soluções do que da inventariação dos problemas.
Temos que por mãos à obra e dignificar o valoroso trabalho daqueles que há 37 anos nos ofereceram a DEMOCRACIA e a LIBERDADE…
Temos que ser capazes de adaptar o REGIME à nova sociedade portuguesa da UE que não transija com os seus valores fundamentais…
que promova uma cultura de COMPETÊNCIA e de PROFISSIONALISMO
que combata, de uma vez por todas, com a cultura da IRRESPONSABILIDADE
que termine com a cultura da IMPUNIDADE
que não tenha medo da AUTORIDADE porque em DEMOCRACIA a AUTORIDADE não se confunde com DITADURA…
Tem que haver uma mudança política, temos que enfrentar a ACTUAL E REAL CRISE, falando e ouvindo a VERDADE e só a VERDADE…e para isso… tem que haver uma mudança nos políticos…
Temos tido, ao longo destes anos… muitos “políticos burocratas” e poucos “políticos empreendedores”…Os portugueses já não acreditam na política, nem nos políticos… assinaram um «divórcio por mútuo consentimento» como é possível concluir da crescente abstenção e alheamento.
A política precisa de pessoas com capacidade, com competência, com carácter, com confiança e com compromisso (o que eu costumo designar de 5cs) que assumam o seu papel com rigor, responsabilidade e imbuídos de um espírito de cooperação.
O nosso partido defende:
mais disciplina e rigor, mais controlo, maior economia… defende o cumprimento escrupuloso da lei, a avaliação dos custos e dos benefícios, dos recursos disponíveis e dos objectivos e equidade entre gerações, eis o que se impõe como tarefa cívica e nacional. Eis o que se impõe a todos aqueles que, como nós, são chamados a realizar o interesse público: responsabilização e prestação de contas…
Nesta freguesia, como eleitos locais, estamos dispostos a realizar uma importante intervenção sócio-comunitária defendendo o interesse de todos e cuidando do bem comum com rigor e disciplina.
Estamos atentos às desigualdades existentes entre os cidadãos da nossa comunidade local e tentaremos desenvolver actividades e projectos que as ajudem, que as dignifiquem… que promovam uma maior equidade social.
Parafraseando, Jacques Delors, um dos construtores do projecto europeu
«A Comunidade é fruto não só da História e da necessidade mas também da vontade».
Por isso,vamos dar à Europa o rosto que ela merece…um Portugal Melhor!
Na política como na Vida, nós somos aquilo que fazemos…
mas somos sobretudo aquilo que fazemos para mudar o que somos…
e uma das maiores mensagens que o 25 de Abril nos deixou é que
é sempre possível mudar tudo!
Viva Águas Santas!
Viva a Maia!
Viva Portugal!

20110409

comunicado > MANUEL ANTÓNIO FERREIRA

Esta semana fomos confrontados com a divulgação do pedido de ajuda externa pelo Governo de José Sócrates.
Afinal de contas Sócrates escondia aos portugueses a verdadeira desgraça a que conduziu o nosso país.
Tentou sempre negar aquilo que era inevitável. Sócrates não pode culpar a oposição quando a culpa é só da sua inteira responsabilidade.
Portugal vive em recessão, não há confiança por parte dos agentes económicos, toda a gente desconfia do que ainda poderá vir.
É urgente um plano de recuperação para a economia portuguesa com novos protagonistas.
O Partido Social Democrata, como partido responsável que é, estará atento e não deixará de dar o seu contributo para fazer parte da solução que permitirá construir uma verdadeira alternativa ao Partido Socialista de José Sócrates.
É preciso que os portugueses não tenham memória curta e que a 5 de Junho de 2011 penalizem efectivamente José Sócrates com o seu voto.
Por isso, caros companheiros, temos de estar mobilizados para a próxima campanha eleitoral.

Contamos consigo.

O Presidente do Núcleo do PSD de Águas Santas/Pedrouços,
Manuel António Ferreira

20110312

convocatória > ASSEMBLEIA ELEITORAL DE SECÇÃO

ELEIÇÕES DO PSD/MAIA A 25 DE MARÇO – PARTICIPE
COMO PAGAR AS SUAS QUOTAS
Informa-se todos os militantes que não tenham as quotas actualizadas e que desejem efectuar o seu pagamento para poderem votar nas Eleições dos Órgãos da Secção da Maia, no dia 25 de Março, que o devem fazer até às 24h00 do dia 15 de Março de 2011, através duma das seguintes modalidades:

1 - PAGAMENTO EM CAIXA AUTOMÁTICA MULTIBANCO

Faz as seguintes operações:
Após introduzir o seu Cartão e o respectivo código secreto, seleccione a operação: "PAGAMENTOS/PAGAMENTO DE COMPRAS".
Introduza os seguintes dados:
Entidade 20643
Referência (são nove dígitos) o número de militante precedido de 0 (zeros).
Exemplo:
militante n.º12345. A referência é 000 012 345.
Montante 6,00€ JSD com um ano em atraso, 12,00€ JSD com mais de um ano em atraso.
12,00€ PSD com um ano de atraso, 24,00€ com mais de um ano em atraso.
Termina a introdução de dados confirmando com a tecla verde.
O talão emitido pelo Caixa Automático será válido como prova de pagamento.

2 - ENVIO DE CHEQUE PELO CORREIO

O cheque deverá ser cruzado, emitido à ordem do Partido Social Democrata e enviado para:
PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA
Rua de São Caetano – n.º9 - 1249-087 - LISBOA
No verso do cheque deve ser inscrito o número de militante.
O cheque deve dar entrada no PSD até ao dia 15 de Março.

3 - ENVIO DE VALE POSTAL

O vale postal deve ser emitido à ordem do Partido Social Democrata e remetido para o endereço acima indicado. No verso do vale postal na parte destinada à correspondência, tem que ser inscrita o número de militante sem o qual o vale será devolvido. O vale deve dar entrada no PSD até ao dia 15 de Março.

Se deseja saber se tem, ou não, as quotas em dia pode fazê-lo através do seguinte e-mail: psdmaia@clix.pt
Deve referir o nome completo e o número de militante. A resposta será dada pela mesma via, com a indicação do valor a pagar para poder votar.



20110310

em destaque > CONGRESSO DOS TSD ELEGE TRÊS MAIATOS

O Congresso dos TSD - Trabalhadores Social Democratas elegeu, no seu Congresso realizado nos dias 26 e 27 de Fevereiro, três maiatos para o seu conselho nacional, Vale Peixoto (militante do núcleo de Águas Santas/Pedrouços, Tomás Bráz (Castelo da Maia) e Álvaro Ricardo (Maia). Parabéns aos três e votos de um excelente mandato em prol dos Trabalhadores Sociais Democratas e dos trabalhadores portugueses!

20110123

resultados > PRESIDENCIAIS 2011

freguesia > ÁGUAS SANTAS
CAVACO SILVA > 45,4%
DEFENSOR MOURA > 1,5%
FRANCISCO LOPES > 6,1%
JOSÉ MANUEL COELHO > 3,3%
MANUEL ALEGRE > 19,9%
FERNANDO NOBRE > 16,7%
ABSTENÇÃO > 47,6%

20110121

mensagem > MANUEL ANTÓNIO FERREIRA

Caras e caros companheiros
No próximo domingo PORTUGAL vai a votos para eleger o Presidente da República e nós enquanto cidadãos de Portugal e militantes do PSD devemos ter como objectivo a reeleição do Sr. Prof. Cavaco Silva.
Por isso não posso deixar de apelar ao empenhamento de todos os companheiros para que junto dos nossos familiares e amigos lhes lembremos da importância de que o Prof. Cavaco Silva seja eleito já na primeira volta.
Na campanha que agora termina apenas o Prof. Cavaco Silva falou aos portugueses nas dificuldades que o País atravessa e chamou à atenção da enorme responsabilidade que recai em cada um de nós na criação de estabilidade política no nosso País.
Os tempos que correm não são para aventuras, por isso, no próximo domingo todos temos que votar e levar os nossos familiares e amigos a votar.
Não nos podemos abster de eleger o Prof. Cavaco Silva.
VOTA CAVACO SILVA, VOTA EM PORTUGAL.
O Presidente da Comissão Política do Núcleo do PSD de Águas Santas/Pedrouços
Manuel António Ferreira

20110120

opinião > PAULO RAMALHO

NO PROXIMO DIA 23 A DECISÃO
CABE APENAS AOS PORTUGUESES
 
As eleições do próximo dia 23 são um teste muito importante ao estado da nossa democracia. Ainda mais, numa época de profunda e duradoura crise económica, em que a luz ao fundo do túnel parece ter-se transformado numa permanente “miragem”. Por um lado, vamos poder avaliar até que ponto o povo português valoriza, nesta altura, a sua participação activa na escolha dos seus representantes políticos. E por outro, qual o grau de importância que atribui à figura do Presidente da República na definição do destino do país e na resolução efectiva dos seus problemas.

Quanto à primeira questão, é um facto que a participação dos cidadãos portugueses nos actos eleitorais de matriz nacional, tem vindo a diminuir, com algumas oscilações, de forma particularmente significativa, desde 1980. De tal forma, que se nas eleições legislativas de 1980 a abstenção se cifrou em 16,06%, em 1983 atingiu os 22,21%, em 1985 os 25,84%, em 1987 os 28,43%, em 1991 os 32,22%, em 1995 os 33,70%, em 1999 os 38,91%, em 2002 os 38,52%, em 2005 os 35,74% e em 2009 os 40,32%. E relativamente às eleições para a Presidência da República, o cenário não é muito diferente: assim, depois de em 1980 a abstenção se ter cifrado apenas em 15,61%, em 1986 foi já de 24,62%, em 1991, de 37,84%, em 1996, de 33,71%, em 2001, de 50,29% e em 2006 de 38,47%.

Antes de mais, devo confessar, que sou daqueles que entendem que a participação nos actos eleitorais é, para além de um dever, uma obrigação de todos os que acreditam na democracia, mesmo que essa participação se traduza num voto em branco… Democracia que no caso português, foi conseguida há pouco mais de 35 anos, “com muito suor e lágrimas”, e que portanto, merece ser bem tratada e protegida. Sendo que o acto de votar é também um acto de responsabilidade e compromisso com a definição do que pretendemos e acreditamos ser melhor para o interesse colectivo da comunidade, para o futuro do nosso país.

Todavia, não deixa de ser verdade, que para muitos, a mobilização para uma participação activa nos actos eleitorais está directamente associada à qualidade e credibilidade dos projectos políticos em apreço, do próprio debate político, e designadamente, dos seus protagonistas. Pelo que a abstenção neste caso, é simplesmente um comportamento que pretende traduzir indiferença ou mesmo uma total ausência de confiança, relativamente aos diversos projectos políticos em disputa e/ou seus actores, de tal forma que nada acrescentam às suas vontades.

Sendo que a estratégia de debate “político” utilizada pelos diversos candidatos opositores a Cavaco Silva, assente na pequena intriga, em constantes insinuações e sem ideias concretas, em nada contribuiu para uma discussão séria e esclarecedora das suas “propostas”. A não ser para percebermos que estão todos muito distantes, a “anos-luz”, do recandidato Cavaco Silva no que diz respeito a preparação, saber, competência, sentido de estado e perfil para o exercício do cargo de mais alto magistrado do país.

E se é verdade que os poderes constitucionais do Presidente da Republica não lhe conferem funções de governação, a sua acção é ainda assim uma referência fundamental para o bom funcionamento das principais estruturas e instituições em que assenta o nosso estado de direito democrático. É uma voz sempre ouvida e é aquele de quem se espera sempre a última palavra…mesmo a derradeira solução. É o responsável máximo da Nação.

E nesta altura de profunda crise económica, em que o desemprego e o endividamento externo do país atingiram os seus máximos históricos, em que Portugal pode inclusive ter de recorrer a ajuda do FMI, e em que temos um Governo que se regozija ruidosamente por ter conseguido “vender” dívida pública a uma taxa de juro próxima dos 7% (!...), quando a Alemanha vende a sua divida, com toda a tranquilidade, a uma taxa de cerca de 2% e a Espanha a pouco mais de 4%, não tenho dúvidas que a eleição do próximo Presidente da República é uma tarefa de enorme responsabilidade para os portugueses.

Os próximos cinco anos vão exigir muito de todos nós. Estão prometidos muitos sacrifícios. Mas tudo será mais fácil e valerá realmente a pena se formos capazes de dar um sinal muito claro, já no próximo dia 23, do caminho que pretendemos partilhar: se um caminho de rigor, verdade, credibilidade e competência, se um caminho de negligencia, de ilusão, de ausência de futuro…

Pelo que se percebe, o actual Governo já fez a sua opção. Cabe agora a última palavra, a verdadeira decisão…aos portugueses.

Paulo Ramalho

Vereador da Câmara Municipal da Maia

Conselheiro Nacional do PSD

20110118

presidenciais 2011 > ÚLTIMAS ACÇÕES DE CAMPANHA NO NORTE

quinta-feira, 20 DE JANEIRO DE 2011

9h30 > CONTACTO COM A POPULAÇÃO, PRAÇA DO MUNICÍPIO DA MAIA

21H00 > MEGA COMÍCIO, COLISEU DO PORTO

NÃO FALTES > Vem connosco acreditar em Portugal!

20110111

convite > JANTAR COM CAVACO SILVA EM PAREDES

Cara/o companheira/o

O Professor CAVACO SILVA estará EM PAREDES no próximo sábado, dia 15 DE JANEIRO, pelas 20h00, num MEGA JANTAR, no PAVILHÃO ROTA DOS MÓVEIS.

O custo do jantar será de 10 euros por pessoa e as confirmações poderão ser enviadas por e-mail para nucleopsdasp@gmail.com ou por telefone para o número 936416786.

O teu apoio é muito importante para que o nosso candidato seja reeleito à primeira volta.

Vem connosco acreditar em Portugal!

O Presidente da CPS do núcleo PSD > ÁGUAS SANTAS / PEDROUÇOS

Manuel António Ferreira

20101206

opinião > PAULO RAMALHO

SERÁ PORTUGAL CAPAZ
DE SE SUSTENTAR A SI PRÓPRIO?
A realidade económica e financeira do Portugal actual está mais que diagnosticada. Expressões como défice, dívida pública, endividamento externo, crise, recessão e desemprego fazem já parte das conversas quotidianas dos portugueses.
A questão que agora importa saber é se estamos perante uma fatalidade do destino ou perante uma realidade meramente conjuntural. É que todos já percebemos que a crise internacional está a levantar e que Portugal vai continuar em crise.
Por outro lado, o desequilíbrio das nossas contas públicas tem sido uma constante na nossa história. Com raras excepções, sempre gastamos mais do que podíamos e devíamos. Salazar, em 1928, chamava-lhe mesmo “deficit crónico” e qualificava-o de “venerando monumento nacional”…
Portugal, por si só, nunca foi um exemplo de auto- sustentabilidade. Nunca fomos capazes de viver exclusivamente da riqueza produzida dentro do nosso próprio território. No passado beneficiamos das especiarias das Indias, do ouro do Brasil, dos recursos das ex-colónias e, mais recentemente, das ajudas da então Comunidade Económica Europeia, hoje, União Europeia.
Daí que um dos maiores desafios que se coloca a Portugal, é o de ser ou não capaz de inverter esta realidade, de se afirmar como um país capaz de se sustentar a si próprio.
Ao contrário do muito que se apregoou, a actual crise financeira e económica que Portugal vive não é apenas consequência da crise internacional e da especulação dos mercados internacionais, mas radica essencialmente em questões simples e de ordem estrutural. Por um lado, a economia portuguesa não é competitiva, sofre de um problema grave de produtividade (30% abaixo da média da União Europeia) e não se adaptou às novas dinâmicas da globalização. E por outro, a máquina do Estado não é eficiente nem racional na administração da despesa, gastando sucessivamente valores superiores às receitas de que dispõe.
E no meio de tudo isto, o nível de vida da grande maioria dos portugueses está cada vez mais distante do nível de vida dos seus congéneres europeus.
Futuro
É claro que acreditamos num futuro diferente para Portugal, que consiga criar riqueza suficiente para se desenvolver de forma sustentada. Mas tal implicará necessariamente uma nova atitude, uma nova ambição e um novo caminho.
Por muito que procuremos, a solução para o nosso país estará sempre na competitividade da nossa economia e, designadamente das nossas empresas. Mas nem a nossa população vai aumentar substancialmente nem os nossos limites territoriais vão deixar de ser os que conhecemos hoje. Pelo que um modelo de desenvolvimento preferencialmente assente no mercado interno nada acrescentará. Daí que a competitividade das nossas empresas terá que se afirmar no plano externo, pela via de uma aposta forte na internacionalização, em busca de novos mercados.
Só o aumento das exportações trará verdadeiramente crescimento económico. Pelo que o modelo que defendemos terá que assentar na promoção da produção de bens transaccionáveis, ou seja, que possam ser vendidos no mercado internacional.
Mas Portugal, e em particular as suas empresas, terá que fazer um investimento muito importante na qualificação dos seus recursos humanos, bem como na organização e planeamento do trabalho. Para além de uma aposta decisiva na investigação e na inovação. Sendo que a uma pequena economia, como a portuguesa, será sempre exigido qualidade e excelência.
Por outro lado, não podemos continuar a ter um Estado que, como dizia Marques Mendes, “gasta mais do que deve e consome mais do que os portugueses lhe podem dar”. Um Estado claramente ineficiente e gastador, e possivelmente, demasiado grande.
Pelo que o desafio passa também por uma reforma séria do Estado, por forma a que ele se concentre nas tarefas que só ele pode realizar e seja capaz de as desenvolver com eficiência e qualidade, respondendo com autoridade e em tempo oportuno às solicitações que lhe são colocadas.
O Estado deve naturalmente privilegiar a sua função de regulador e de fiscalizador. Mas deve também ser mais eficaz na sua tarefa de redistribuidor da riqueza de forma equitativa e justa, orientada por uma vontade clara de combate às desigualdades sociais e territoriais, procurando proporcionar as mesmas oportunidades a todos os portugueses.
Aliada à reforma do Estado, está naturalmente a reforma da Administração Pública, que tem de ser mais eficiente na sua acção e menos burocrática, o que permitirá desde logo ganhos de eficácia e transparência. Sendo que para tal, precisamos de recursos humanos mais qualificados e de uma nova organização, que elimine serviços inúteis ou com funções sobrepostas.
Desta forma, aliviar-se-á a carga fiscal sobre os cidadãos e sobre as empresas e o Estado será, finalmente, um parceiro efectivo na promoção do empreendedorismo e da criação de riqueza.
E só assim, estamos em crer, poderá Portugal vencer o desafio da sua plena sobrevivência, ou seja… da capacidade de se sustentar a si próprio e aos seus.

Paulo Ramalho
Conselheiro Nacional do PSD

20101105

convite > MAGUSTO LARANJA












entrada > DUAS CASTANHAS E MEIA POR PESSOA

20101030

opinião > PAULO RAMALHO

CAVACO SILVA NA MAIA E AS SUAS MENSAGENS

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, esteve recentemente na Maia a convite do Presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes, para inaugurar o Centro Escolar de Gueifães/Vermoim.

Foi um momento importante para a Maia e para os Maiatos, pois é sempre uma subida honra contar entre nós com o mais alto magistrado da nação. Mas foi também um momento singular para todos aqueles, que de uma forma ou outra, tiveram a feliz oportunidade de participar na condução dos destinos do nosso Município ao longo dos últimos trinta anos. Pois não é “todos os dias” que se tem a oportunidade de ouvir o testemunho do reconhecimento, pelo trabalho realizado, muito menos da voz do próprio Presidente da República, que se referiu à Maia como “um concelho que se renovou profundamente nos últimos trinta anos” e que ”teve o talento e sabedoria para aproveitar as oportunidades”. Sendo que a este propósito, Cavaco Silva não esqueceu o Presidente José Vieira de Carvalho, a quem se referiu como “dono de um espírito empreendedor que teve continuidade com os seus sucessores.”

Palavras de circunstância ou simpatia dirão alguns…menos conhecedores da Maia, do seu passado, ou do cidadão e político Aníbal Cavaco Silva…

A Maia não é, nem nunca será, um desafio acabado. A ambição dos Maiatos e o seu espírito empreendedor, nunca o permitirá. Mas do que ninguém tem dúvidas é que a Maia de 1980 era uma realidade muito diferente da de hoje. Então um dos Municípios mais atrasados do Distrito do Porto, a Maia dos tempos actuais afirma-se como um dos territórios mais atractivos da Área Metropolitana do Porto e que proporciona melhor qualidade de vida aos seus habitantes. A Maia cresceu, nos últimos trinta anos, mais e melhor que todos os seus vizinhos. A sua população quase duplicou. De um concelho eminentemente rural, a Maia acolhe hoje uma realidade económica profundamente empreendedora e diversificada, alimentada por uma rede de infra-estruturas atempadamente mobilizadas, sem paralelo em toda a região norte. De tal forma que apesar de toda a crise que assola o país, a Maia possui, nesta altura, a mais baixa taxa de desemprego do Distrito.

E o Presidente Cavaco Silva, homem atento e rigoroso, conhecedor desta realidade, sabe bem que a Maia dos dias de hoje não é obra do acaso. Daí que a tenha usado como um bom exemplo para o país e para todos os agentes políticos e económicos.

Tendo a propósito do slogan ”Maia, um concelho à frente do seu tempo”, e dirigindo-se ainda aos actores políticos e económicos do país, referido desejar que “se não for possível estarem à frente do seu tempo, consigam pelo menos, estar ao lado do seu tempo, mas nunca atrás”…

E esta mensagem de Cavaco Silva tem tudo a ver com o próprio, com a sua obra política e com a realidade do Portugal de hoje.

Cavaco Silva foi inegavelmente o melhor Primeiro-Ministro do pós 25 de Abril, aquele que com a sua acção mais contribuiu para o desenvolvimento do país. Competência, rigor, determinação e ambição, foram palavras-chave de uma governação que levou Portugal a ser considerado um exemplo de sucesso na Europa e alimentou fundadamente as expectativas dos portugueses no sentido da convergência com os seus congéneres europeus. Sob a liderança governativa de Cavaco Silva, Portugal subia, constantemente e de forma consistente, nos mais diversos rankings de desenvolvimento económico e qualidade de vida. Os portugueses sentiam-se motivados e com a sua auto-estima em alta, acreditavam que o dia de amanhã seria sempre melhor do que o de hoje. Com Cavaco Silva no Governo, Portugal esteve sempre na peugada dos países da frente.

Infelizmente, esta não é a realidade do Portugal actual. A prosperidade deu lugar à recessão e o optimismo à depressão. Desemprego, endividamento externo, crescimento económico negativo, são expressões a que os portugueses se começaram a habituar.

Portugal não é mais o bom exemplo da Europa e há muito que vem descendo, também de forma consistente, ano após ano, nos mesmos rankings de desenvolvimento, crescimento e qualidade de vida, vendo-se inclusive ultrapassado, por muitos dos países de leste que aderiram recentemente à União Europeia, aproximando-se perigosamente da “cauda do pelotão”.

Daí que a mensagem que o Presidente da República deixou na Maia ao agentes políticos e económicos do país tenha toda a pertinência. Recordamos mais uma vez:

-“ Se não for possível estarem à frente do seu tempo, consigam pelo menos, estar ao lado do seu tempo, mas nunca atrás”.

Não é por acaso que Cavaco Silva continua a ser o político nacional em quem os portugueses mais confiam. O problema é que enquanto Presidente da República, a Cavaco Silva, não resta muito mais que mandar umas mensagens, exercer a dita magistratura de influência. …

E claro, que no que diz respeito à Maia, ficamos naturalmente honrados e reconhecidos por termos sido distinguidos como um bom exemplo pelo senhor Presidente da República. Até porque temos memória, e sabemos bem do contributo que então prestou o Governo do Primeiro-Ministro Cavaco Silva ao desenvolvimento do nosso Município.

PAULO RAMALHO

Presidente da Mesa da Assembleia do PSD/Maia




20101013

entrevista > FREI FERNANDO VENTURA

discurso > FRANCISCO SÁ CARNEIRO

PRIMEIRO DISCURSO POLÍTICO DE SÁ CARNEIRO, NO DIA 12 DE OUTUBRO DE 1969

"Minhas senhoras e meus senhores:

Senti-me muito honrado com o convite que me foi dirigido para tomar parte nesta sessão, mas ao aceitá-lo logo transmiti a minha apreensão ao Presidente da Comissão Concelhia da União Nacional.

Estreante nestas lides, sinto-me totalmente desprovido dos dotes oratórios capazes de empolgarem uma assembleia de eleitores, ou sequer de lhe prender a atenção por muito tempo.

Além disso, as poucas sessões de propaganda eleitoral a que assisti há bons vinte anos, deixaram-me a penosa impressão de longos discursos em que os elogios ao regime alternavam com os ataques aos adversários, só interrompidos pelos vivas e morras correspondentes, tudo não criando senão um clima de exaltação impróprio da tentativa de esclarecimento político.

Hoje e aqui, não foi para isso que nos reunimos, mas apenas para uma troca de impressões a que procurarei dar honestamente a minha singela colaboração, em ordem a possibilitar a Vossas Excelências um melhor conhecimento da pessoa de um candidato, das suas ideias, das suas intenções.

O fundamental é, a meu ver, darmo-nos a conhecer, mormente quando, como acontece comigo, se trata de um novato desconhecido, que não pode apresentar nem realizações políticas anteriores, nem outros pergaminhos que não sejam uma licenciatura em Direito seguida de treze anos de trabalho de advocacia.

Necessariamente esse conhecimento desagradará a alguns: o fundamental é que todos possam ficar esclarecidos e votar conscientemente no sentido que julgarem mais adequado aos interesses do País.

Isto é tanto mais necessário quanto é certo que os eleitores são chamados a fazerem uma escolha de pessoas e de métodos e não a optarem por um ou por outro partido.

Ao propor a nossa candidatura, a União Nacional não apresenta aos eleitores um grupo de seus filiados que apoiem incondicionalmente a política do Governo e se tenham submetido a uma disciplina partidária, mas sim dez pessoas que, com liberdade e independência, se dispõem a participar num dos órgãos de soberania da Nação, em ordem a servi-la colaborando no progresso do País.

Esta liberdade de acção e independência política seriam impossíveis numa organização partidária, sujeita a regras próprias e a indispensável disciplina. Não quero com isto depreciar os partidos políticos, que merecem ser encarados com seriedade como meio válido de participação, mas apenas salientar que as condições em que a União Nacional actualmente se propõe intervir na apresentação de candidaturas tornam possível a participação de pessoas que, como eu próprio, não só não são seus membros, como não abdicam das suas ideias, nem empenham a sua liberdade de acção.

Neste momento especial isto parece-me importantíssimo. De outro modo não seria possível a colaboração daqueles que, absolutamente despidos de ambições políticas, sentem que é seu dever não se recusarem a colaborar numa obra de renovação, que é independente de posições partidárias.

Por muito que se tenha educado no descrédito da política, é-se forçado a reconhecer que, quando se começa a tomar em profundidade consciência da nossa própria existência pessoal e das realidades que nos cercam, somos constantemente conduzidos a ela.

Desde a educação e futuro dos nossos filhos às nossas próprias condições de trabalho e de vida, desde a liberdade de ideias à liberdade física, aquilo que pensamos e queremos coloca-nos directamente ante a política: seja em oposição frontal à seguida por determinado Governo, seja de simples desacordo, seja de apoio franco.

Porque somos homens, seres inteligentes e livres chamados a lutar pela realização desses dons na vida, formamos a nossa opinião e exprimimos as nossas ideias, pelo menos no círculo de pessoas que nos cercam. Mas se nos limitarmos a isso, se nos demitimos da intervenção activa, não passaremos de desportistas de bancada, ou melhor, de políticos de café.

A intervenção activa é a única possibilidade que temos de tentar passar do isolamento das nossas ideias e das teorias das nossas palavras à realidade da actuação prática, sem a qual as ideias definham e as palavras se tornam ocas.

Trata-se portanto de um direito e de um dever que nos assiste como simples cidadãos, pelo qual não nos devemos cansar de lutar e ao qual não nos podemos esquivar a corresponder.

Podemos sentir ou não vocação para o desempenho de atitudes ou de cargos políticos, podemos aceitar ou não as condições em que estamos, concordar ou não com a forma como a intervenção nos é facultada, mas não temos o direito de nos demitirmos da dimensão política, que, resultante da nossa liberdade e da nossa inteligência, é essencial à condição de homens.

A razão por que aceitei a candidatura é portanto a mesma por que requeri a minha inscrição no recenseamento eleitoral: por esta habilitei-me a intervir através do voto; mediante aquela aceitação propus-me tentar participar directamente na condução da vida da Nação.

Infelizmente os números do recenseamento revelam que a grande maioria dos portugueses não pensa assim.

Mas suponho que muitos dos que se remeteram a essa passividade, que é demissão, o lamentam já, ante a animação a que esta campanha eleitoral deu lugar.

Este é um ponto que me parece essencial, pois que se o País não o encarar com seriedade, se cada um se não dispuser a tornar efectivos os seus direitos e deveres cívicos, não poderemos sair da apatia em que nos encontramos, do imobilismo que só agradará a uns quantos.

Recuso-me a aceitar que sejamos assim, que o nosso povo tenha por natureza de ficar eternamente sujeito ao paternalismo de um homem, de um sistema ou de uma classe.

Recuso-me a admitir que, ao contrário dos outros povos, não possamos ser capazes de conciliar a liberdade com a ordem, o progresso com a segurança, o desenvolvimento com a justiça.

Recuso-me a conceber que a revolução seja a única forma de nos fazer sair do marasmo político, que a subversão seja o único meio de fazer vingar as reformas nas nossas estruturas.

Por isso rejeito as ditaduras, sejam elas de direita ou de esquerda, de uma ou de outra classe, bem como os caminhos que a ela conduzem.

Creio que, se todos quisermos, podemos eficazmente aproveitar a oportunidade que nos é dada de obter as reformas necessárias sem quebra da ordem pública, sem atropelos das consciências, nem violências sobre as pessoas.

Pela minha parte dispus-me a tentá-lo, na convicção de que tenho obrigação de o fazer, ainda que, mais do que em qualquer empreendimento humano, sejam grandes os riscos de falhar.

Mas é indispensável que não haja ilusões de parte a parte. Nesta altura estão já expostos os programas dos candidatos, aquilo que se propõem realizar se forem eleitos.

No que diz respeito à Metrópole há um grande campo de coincidência nos programas das várias tendências políticas: todas se propõem reformas em ordem e melhoramentos dos vários sectores da vida nacional. Mas enquanto uns, como nós, acham que é possível realizá-las na linha do actual Chefe do Governo, outros exigem a substituição das instituições políticas como condição da sua efectivação.

O programa que em linhas gerais foi exposto no nosso comunicado recentemente publicado corresponde à realidade do que queremos. Mas entendo que a sua efectivação não será inteiramente possível se os deputados permanecerem fechados sobre si próprios.

Se formos eleitos teremos de ser efectivamente representantes, o que significa que havemos de exprimir a vontade da Nação, procurar realizar os seus anseios, corresponder aos seus objectivos.

Mas para isso é indispensável que o povo que eleger os deputados tenha vontade própria, saiba o que quer e que o exprima efectivamente.

Por isso me parece indispensável insistir tanto na revitalização política do País.

Creio que os deputados prestariam um péssimo serviço aos eleitores se se limitassem a fazer eco dos problemas e preocupações regionais ou nacionais, como se os membros da Assembleia Nacional fossem os únicos que pudessem livremente criticar, reclamar e exigir.

Parece-me que a primeira contribuição que podemos prestar ao País, se formos eleitos, é procurar estabelecer as condições indispensáveis à formação e expressão de uma opinião pública consciente e livre.

Esse o ponto de partida que possibilitará a cada pessoa, a cada classe, a cada concelho, a cada organização profissional, a cada comunidade ocupar-se dos seus próprios problemas, lutar eficazmente pelos seus próprios direitos, tomar mais consciência das suas responsabilidades.

Por isso considero primordial o restabelecimento dos direitos e liberdades fundamentais na maior medida possível: sem ele creio que será impossível realizar todas as demais reformas.

Há que ser prudente, mas prudência e a virtude da acção eficaz no momento oportuno e não a passividade timorata.”

Francisco Sá Carneiro

20101009

opinião > PAULO RAMALHO

MAIS UM ANO DE DESGOVERNO



Há um ano atrás, o PS de José Sócrates derrotou o PSD de Manuela Ferreira Leite.

Uma boa parte dos Portugueses deixaram-se seduzir pelo discurso optimista de José Sócrates, em detrimento do discurso realista de Manuela Ferreira Leite.

José Sócrates vendia um país a sair da recessão, com as contas públicas “sob controle” e pleno de projectos de grandes investimentos públicos… desde o TGV ao novo Aeroporto de Alcochete, à terceira travessia do Tejo…

Manuela Ferreira Leite, por sua vez, manifestava grande preocupação pelo grave desequilíbrio das contas públicas, pelo galopante endividamento externo, pelo crescente aumento do desemprego e pela necessidade de se parar com a megalomania dos investimentos públicos então prometidos por José Sócrates.

Manuela Ferreira Leite referia-se, frequentemente, ao facto de José Sócrates com as suas opções estar a hipotecar o futuro das gerações futuras…

Não era um discurso apelativo, muito menos empolgante, mas era, sabemos hoje, um discurso sério, avisado e competente.

Aliás, não passou muito tempo para que os Portugueses se apercebessem do logro e da fraude em que tinham caído… quando foram confrontados, no final de 2009, com o “surpreendente” défice de 9,3% do PIB!

Recorde-se que o Governo Socialista tinha previsto, no orçamento aprovado em Dezembro de 2008, um défice de apenas 2,2% para 2009… Mas era ano de eleições, e para as ganhar, José Sócrates dispôs-se a tudo, oferecendo e prometendo o que não tinha, nem podia, relegando para segundo plano a governação do país e o sentido de responsabilidade.

Todavia, o que se está a passar com este Governo Socialista, durante o corrente ano de 2010, é quase inacreditável, diríamos mesmo, Kafkiano.

Com efeito, depois de no inicio do ano José Sócrates ter afirmado, quase “sob compromisso de honra”, de que não haveria aumento de impostos, de que o controle do défice seria alcançado em grande medida à custa da diminuição da despesa pública, que o país já se encontrava a sair da recessão, cinco meses depois, promove um aumento de impostos (afinal necessário para atingir a meta de um défice de 7,3%), e vimos agora todos a descobrir, que a despesa pública entre Janeiro e Agosto de 2010 subiu, “nada mais, nada menos” que 2,7%!?...

E mais grave, apesar de não ter suspendido todos os projectados “grandes investimentos públicos”, mantendo o famoso troço do TGV entre Poceirão e Caia, e ter contabilizado como receita extraordinária, o Fundo de Pensões da Portugal Telecom, no valor de dois mil milhões e seiscentos milhões de euros, mesmo assim, José Sócrates resolve agora apresentar, “pleno de coragem”, um pacote de “medidas de austeridade” com novo aumento de impostos e ainda, redução dos salários da função pública.

Mas afinal, que Governo é este? Que credibilidade e confiança oferece? Que hoje diz uma coisa e amanhã o seu contrário. Que invocando a legitimidade que o povo lhe deu para governar, fez da arrogância e da propaganda um estilo de governação. E que agora, à mingua de soluções e para “branquear” os erros cometidos, exige dos Partidos da oposição, que sejam parceiros activos nos sacrifícios que pretende impor aos Portugueses?

O problema é que apesar de a ilusão ser quase sempre mais agradável que a realidade, no final, esta é sempre “a que conta”.

O desemprego já atinge cerca de 600.000 portugueses, com a própria Ministra do Trabalho a reconhecer publicamente que afinal, “a situação não se vai inverter nos tempos mais próximos”…

O crescimento económico está praticamente estagnado, com os 0,2% a revelar que, dos 27 países da União Europeia, 23 estão a crescer mais do que Portugal. Pelo que tem inteira razão a Sra. Ministra do Trabalho, pois sem crescimento económico, não se vislumbra como vão aparecer os necessários postos de trabalho.

O número de insolventes não para de aumentar, quer de empresas, quer de pessoas singulares. Só o número de acções de Insolvência registadas entre Janeiro e Agosto de 2010 aumentou 51% relativamente a igual período de 2009.

As assimetrias sociais são cada vez maiores, com a classe média, sobrecarregada de impostos e sem poder de compra, a perder membros de forma sucessiva e acentuada nos últimos anos…

A nossa dívida pública cresce a um ritmo nunca visto. Era em 2004 de 58,3% do PIB e estima-se que atinja este ano um valor superior a 90% do mesmo PIB. E a dívida pública consolidada, que engloba para além da dívida directa do Estado, a dívida líquida do sector empresarial do Estado e ainda a dos Municípios e Regiões Autónomas, acredita-se que ultrapasse mesmo os 100% do produto interno bruto.

A credibilidade internacional do nosso país está hoje gravemente afectada, mesmo colocada em crise. Os investidores começam a duvidar da real capacidade de Portugal pagar a sua dívida. Daí que o encarecimento dos juros traduzam esse receio dos mercados. A emissão de obrigações do Tesouro feita na semana passada evidenciou um claro agravamento do custo de financiamento. Os juros pagos a 10 anos ultrapassaram os 6%, os mais altos desde a entrada de Portugal no Euro. Mais de 2% do que pagou a Espanha…

Só falta mesmo o apelo à intervenção do FMI, o famoso Fundo Monetário Internacional.

E se tal acontecer, estamos certos que Sócrates dirá, mais uma vez, com um sorriso nos lábios e no seu estilo optimista, “que não fomos nem seremos os únicos… e que os indicadores confirmam que Portugal está a sair da recessão”!

Enfim, é o Governo que temos, ou que não temos…

PAULO RAMALHO

Conselheiro Nacional do PSD